sexta-feira, 26 de março de 2010

Adeus a um Companheiro de 36 anos


Nesta semana, após muita reflexão e em concenso com a Angelita e o Jota, resolvi me desfazer de um velho companheiro que vivia comigo há mais de 36 anos.




MEU BIGODE........

Essa parceria se iniciou lá por volta de meados dos anos 70 e desde então me acompanha. Os problemas começaram há mais ou menos dez anos atrás quando o velho bigode não conseguia manter a sua cor original e, volta e meia, precisava de uns retoques para repor a sua cor original. Mas, a gota dágua veio nesta semana quando fui até um cartório para reconhecer uma firma e, chegando lá, observei uma longa fila, me dirigi a uma moça da recepção e peguntei-lhe:

- Moça, essa fila é para reconhecer firma?

- Sim, respondeu. - Mas o Sr. pode pegar uma senha especial e se dirigir para esta outra fila - continou a moça e me indicou a fila dos idosos!!!!

Pode???
Voltei pra casa e iniciei um processo de rejuvenescimento. O Primeiro passo foi tirar o bigode branco e a seguir vou fazer uma plástica e colocar aparelho nos dentes pra parecer mais jovem. Rá rá rá!!!!!
Vejam as fotos:

terça-feira, 9 de março de 2010

53 aninhos de vida. Me sinto um guri.



07 de março de 2010.
Cincoenta e três anos se passaram desde aquele 7 de março de 1957.
Não consigo entender o que está acontecendo comigo. Acordo de madrugada, vou ao banheiro e me olhando no espelho vejo a figura de um guri, um espirito, uma imagem que não sou eu; quem será então este que do outro lado me olha e com um sorriso maroto me chama para brincar?
Ainda meio dormindo me assusto. Depois reconheço quem é o moleque.
- Brincar do quê? pergunto.
- De fazendeiro. Responde o garoto. Com os sabugos de milho, com as latinhas vazias de sardinha e mamonas verdes, que serão as casas e os galpões das nossas fazendas; nossos carros e as nossas centenas de bois passeando pelos pastos.
- Hummm! não sei se quero brincar de fazendeiro. Respondo.
- Tenho outra idéia, diz o garoto: vamos tomar banho pelado no Panduí?

É domingo, cinco horas da manhã, volto para a cama, adormeço e logo mergulho de cabeça no sonho de tomar banho nas águas diáfanas do Panduí.
As águas do rio da minha cidade não tinham pedras brancas, grandes e parecidas com ovos de dinossauro, iguais aos rios de macombo, da cidade de Gabriel Garcia Marques em cem anos de solidão, mas era o meu rio.

domingo, 20 de setembro de 2009

Largo da Ordem




Domingo de Sol em Curitiba, lá vamos nós, eu e a Angelita, dar uma passeada no Largo da Ordem.
Comprar alguma coisa, comer um doce ou um salgadinho, qualquer coisa vale a pena nesse passeio de domingo de manhã.

Visitando o Sêbo do gato - pra quem não sabe é um sêbo, no final da São Francisco, bem no centro do Largo onde tem um gato preto, lindo, que nos dias de semana fica lá fora na calçada. No domingo, com muita gente entrando e saindo o gatão fica no balcão dormindo no saco.

Estou lá olhando e fuçando as prateleiras em busca de algum livro do Arthur Healey quando avisto o meu amigo Roberto - Rober Abu Hanna - Médico do trabalho e meu parceiro de trabalho.

Dei-lhe uma encoxada, por detrás e, depois do susto, ficamos conversando enquanto a Angelita procurava alguns livros.

Depois, andando por entre as centenhas de barracas, ao lado da igreja da ordem, ouvi uma voz: Zéca, Zéca, Zeca. olhei. Era a Raquel, velha amiga que tem um banca de bijouterias.
Oi! como vai, como vai, como vai?
tudo bem, tudo bem, bem?
Estou bem, bem, bem, bembem!
Seguimos em frente.
Uma passadinha na barraca de bolinhos de bacalhau e voltamos pra casa que o filé mignon estava no forno assando.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Jorge Luiz



Meu grande amigo Jorge Luiz Farias. Isso mesmo - Farias - é meu parente. Meu irmão de coração. Nos conhecemos na Faculdade de Direito lá pelos anos 90 e o cara tem tantas estórias, que vivemos juntos algumas, que daria um capítulo inteiro no livro da minha vida. O Jorjão, como chamamos, tem um coração de moça; de uma gentileza com os outros que chega a dar raiva (rssss)e se tiver alguém que diga que não gosta desse cara...esse alguém não vai pro céu. É im-pos-si-vel não gostar desse negrão.
Pai do Junior e da Iria o cara é mandado pela D. rose, que é a sua dona.
Vou continuar a escrever sobre "o cara"...
aguardem.

sábado, 6 de junho de 2009

Chuvas de Verão


Quase que todas as tardes os nossos passeios pelo longo do rio Panduí era uma diversão sem igual. Andando na direção das águas, sem se importar com o tempo e com os perigos em mais uma de nossas expedições, seguiamos rio abaixo pouco mais de dois quilômetros da barragem onde funcionava a velha usina hidrelétrica já desativada.

Era tarde de verão. O céu escureceu rapidamente, parecia anunciação do fim do mundo.
O calor de mais de quarenta graus parecia confirmar que daquele dia o mundo não passava.
A cor escura do céu misturava-se com o escuro da mata verde formando uma enorme penumbra que nos dava medo.
O cheiro forte da terra que se levantava, empurrada pelos fortes ventos ardia nas nossas narinas, apesar disso nossos olhos insistiam teimosamente em permanecer abertos para assistir aquilo que nos parecia o espetáculo do apocalipse.

O quero-quero gritava no desespero do ninho arrancado do solo, os pés de guaviras balançavam roçando a moita de capim barba de bode, uns aos outros, se tocando até o horizonte do fim dos campos que se estendiam por muitos acres.


No céu os estrondos dos trovões mostravam a ira de thor que com o seu martelo, furiosamente batendo na forja, explodia em raios que riscavam o céu soltando línguas de fogo que iluminavam o negro do dia que virou noite.

Assustados ficamos calados, petrificados, somente nossos olhos viravam de um lado para outro.
Os mais novos iniciaram choro, os mais velhos mudos e não menos amedontrados começavam também a perceber que algo muito estranho estava acontecendo.

Em poucos minutos desabou o mundo em nossas cabeças, a chuva era torrencial.

Em uma das muitas curvas do panduí, aquela era a nossa preferida, onde o rio formava uma grande piscina natural, de água pouco profunda e límpida, algumas pedras que junto com os galhos das árvores nos serviam de trampolim, faziam daquele ponto, logo abaixo da represa, o nosso lugar favorito para os banhos nos quentes dias de verão. Logo após o almoço saíamos em bando de oito, dez ou mais guris, correndo pelos campos em poucos minutos se chegava ao ponto preferido.

As tormentas no meio tarde eram comuns naquela época do ano e não foram raras as vezes, mesmo abaixo de chuva ninguém saia da água morna pelo calor do verão, agora com a chuva a água esfriava tornando o banho muito mais gostoso.

No negro da escuridão, por entre as árvores, o barulho do vento começou a dar lugar a algo parecido com um sopro leve, misturou se ao ar um cheiro adocicado, doce de coco, não! talvez de leite, misturado com rapadura e mel de cana, era gostoso aquele aroma que agora tomava o lugar do cheiro da terra.

De repente, diante de nossos olhos, as águas do panduí começaram a borbulhar, uma fina névoa levantou-se sobre as poucas pedras, os peixes num fantástico espetáculo saltitavam aos milhares, lambaris, pequenos bagres e cascudos levantavam e levitavam no ar, queriam subir em busca do cheiro doce que tomou conta do lugar. As flores do mato abriam e fechavam suas pétalas, as árvores como que enlouqecidas por algo mágico e sobrenatural balançavam seus galhos para o alto, pareciam, igual aos peixes, reverenciar algo que vinha do céu.

Os pardais e tico-ticos se aproximaram em bando, quase tocavam as águas que parecia ferver em bolhas.

O quero-quero que antes gritava no desespero aquietou-se e a enorme sucuri preguiçosamente enrolou-se sobre a grande pedra pondo-se a observar o que estava por vir.

Parados dentro da água começamos a ouvir uma música que no início parecia vir de londe, devagar foi aumentando aquele som de centenas de harpas que tocavam um concerto de um hino de glória. Parecia a voz de um anjo vindo do céu.

Não se sabia de onde vinha, junto com o cheiro doce, para qualquer ponto que se olhava se ouvia e se cheirava aquilo tudo.

Em perfeita harmonia com as harpas os violinos acompanhavam a melodia que descia do céu, ouvia-se por tudo, era acalentador e ao mesmo tempo assustador. o que seria aquilo, começamos a nos perguntar, e a vontade de chorar já não mais existia, o medo passou.

Os peixes voltaram às águas, os pássaros se calaram, as árvores acalmaram seus galhos e um raio de luz iniciou sua entrada por entre a copa das árvores, levemente ao som das harpas e violinos a luz foi se fortalecendo, se alongando em direção ao rio, ás águas que já não borbulhavam tornaram-se prateadas, brilhavam resplandecendo a luz que vinha do céu.

O feixe de luz branca tocou a água, seu brilho quase ofuscava nossos olhos, a música, o gostoso cheiro de doce, atordoados nos juntamos bem próximos, quase abraçados,todos os pelos de nossos pequenos corpos se arrepiavam, os olhos não piscavam quando uma imagem começou a se formar, era mulher, em forma de anjo, não se podia ver claramente na imagem embaçada que se formou, uma mulher com roupas brancas e longas desceu suavemente por dentro do feixe de luz tocando levemente a fina superfície da água.

Seus pés não apareciam, estavam totalmente cobertos pelo longo manto branco que a cobria, seus braços caídos ao longo do corpo mostravam suas mãos abertas, com as palmas voltadas para nós. Seus cabelos eram negros e longos, seu rosto era bonito, coberto por um pequeno manto que caía sobre seus ombros e irradiava uma áurea em forma de coroa.

Com um sorriso encantador, fazendo um leve movimento com a cabeça e com as mãos indicava para que saíssemos da água, que fôssemos todos para a margem do rio.

Lentamente iniciamos a saída, devagar fomos todos subindo o pequeno barranco de pouco mais de três metros, já no alto, fora da água, olhando para trás percebemos que a luz foi lentamente se apagando e quando já estavámos todos sentados no barranco, de repente, pudemos ver o turbilhão de água que desceu o rio, arrasando os matos das beiradas, levando tudo em violenta enxurrada, arrazadora desceu destruindo tudo o que havia pela frente.

Foram poucos minutos em que assistimos algo nunca visto.

Um pedaço da velha barragem, que estava logo acima do nosso local de banho, não suportou o peso das água que continha, havia se rompido soltando milhões de litros de água que lá estavam represados.

A chuva parou, a luz voltou e o sol tornou a esquentar a tarde de verão.

Nossos banhos passaram a ser em outro local, próximo à nascente do panduí, acima da represa e da ponte.

Prometemos nada dizer a ninguém sobre o que aconteceu até que a linda senhora voltasse a aparecer para um de nós.

O Cassineiro


Essa história aconteceu no 17º RC em Amambai - MS lá pelo início dos anos 70, em pleno regime militar.

No exército a hierarquia sempre foi a base da disciplina castrense, presente em todos os lugares e situações. Tudo é absolutamente dividido de forma a separar os militares de acordo com os cargos e postos que cada individuo ocupa na pirâmide de comando. Ao marchar, o mais graduado segue na frente e o soldado raso marca o passo nas fileiras posteriores. E dentro das categorias iguais, a altura do indivíduo determina quem vai na frente de quem.

A hierarquia se vislumbra de forma inequívoca também nos acampamentos militares. No tamanho das barracas se apercebe a importância do posto e o tipo de divisa. As barracas dos soldados são minúsculas tendas, pequenas e insuficientes para não permitir que alguém fique em pé no seu interior; medem aproximadamente dois metros quadrados e com menos de um na altura, permitindo que no seu interior o soldado permaneça tão somente, no máximo, ajoelhado. Ainda, pior, é a divisão obrigatória, de tão pequeno espaço, com um colegas de farda. A cama se resume em uma manta verde oliva que não oferece qualquer conforto.

A barraca destinada aos oficiais, pela importância do posto, é mais benevolente com os seus ocupantes, tem tamanho suficiente para abrigar pelo menos dez militares, todos em pé e confortavelmente instalados com camas de campanha, mesa, pequenos armários e outros itens de conforto inexistentes nos pequenos casulos do soldado raso.

No quartel do 17º RC em Amambai, no momento das refeições, ali na caserna ou em acampamento, a separação hierárquica não poderia ser diferente. Para os soldados o local de alimentação é o local denominado "rancho", espécie de grande restaurante, tipo self service, onde todos , em filas rigorosa e disciplinarmente organizadas servem-se em grandes bandeijões feito de alumínio, cada tipo de comida é militarmente disposta em pequenas divisões pré-determinada. Todos os alimentos eram tirados de enormes panelões, o arroz, o macarrão, feijão e a carne, como em qualquer restaurante do tipo de auto serviço pode ser servido à vontade e a carne, ao contrário, era controlada por alguém do rancho para se evitar os excessos. servia-se como sobremesa suco, pedaço de pão e uma fruta da época.

Os alimentos eram preparados pelos próprios soldados que foram selecionados no processo de incorporação ao serviço militar. A chefia do rancho ficava a cargo de um sargento que tinha como auxiliar um cabo e alguns soldados que faziam os serviços de cozinheiros, auxiliares de cozinha e todas as atividades inerentes ao cargo.

Os cassinos eram os locais de alimentação dos sargentos e dos oficiais, de menor tamanho eram mais privilegiados nas instalações e nos serviços e o preparo dos alimentos era separado dos soldados e de melhor qualidade e quantidade.

Enquanto os recrutas se serviam os sargentos e oficiais, nos seus cassinos, eram servidos por soldados que vestindo jaleco branco eram transformados em garçons e chamados de cassineiros.

Era tolerado que o sargento ou o oficial, vez ou outra, levasse um familiar para almoçar no seu cassino em sua companhia, e não era raro, no almoço, sempre haver um filho ou esposa de alguém que fazia companhia ao pai ou marido, sargento ou oficial.

Pedro Abelardo Nunes, o Nunes, havia incorporado no início dos anos setenta e há seis meses fora designado para ser o garçon no cassino dos oficiais, depois de insistir várias vezes, com alguns superiores, a sua indicação para aquela função pois sabia que naquele lugar o trabalho era leve e comia-se bem, saboreava-se as mesmas comidas servidas aos oficiais.

A mulher de um certo oficial, que não era muito apegada às tarefas culinárias, quase todos os dias almoçava no cassino dos oficiais em companhia do marido. No começo era educada com os soldados cassineiros, mas com o passar do tempo foi se tornando exigente no seu atendimento. Reclamava constantemente dos temperos, da limpeza de pratos, talheres e, até mesmo, certo dia, da disposição das cadeiras e mesas no local. Por várias vezes durante a refeição exigia a presença do sargento chefe para proceder reclamações fúteis, ora do atendimento dos cassineiros, ora de algum condimento, não havia dia sem reclamação.

Nunes era o cassineiro preferido da dona Dorinha como era chamada a esposa do oficial, por todos os serviçais.

- Nunes, isto está sem sem sal!!! bradava a madame - Pois não senhora, já vou providenciar mais sal, respondia Nunes de forma paciente.

- Nunes esta faca não está cortando!!! - Pois não senhora, já vou providenciar outra.

E assim era todo dia. Aquilo começou a aborrecer a todos que já não suportavam mais as reclamações da dona Dorinha.

Certo dia, no almoço, dona Dorinha, quase descontrolada, tendo um faniquito, gritou:

- Nuuuuuunes, a água que você me serviu está horrível, está quente, nem os cavalos tomam esta porcaria, leve isto daqui, traga-me água gelada, estou morrendo de sede.

- Pois não senhora, já vou providenciar outra, respondeu o coitado do casineiro. pegou a jarra levando-a para a cozinha.

- Que mulher nojenta, me dá vontade de esganar esta maluca. disse o soldado casineiro, entrando na cozinha e ouvindo as chacotas dos colegas.

- Nunes vem cá, Nunes me dá isto, Nunes me dá aquilo, diziam imitando a voz estridente da madame.

Nunes foi até uma grande geladeira, apanhou uma enorme vasilha com água gelada que colocou na jarra da madame. Estava se dirigindo ao salão do refeitório quando, diante de todos que ali estavam, inclusive o sargento chefe, parou e voltou.

- O que você está fazendo? perguntou um colega.

- Aquela vaca quer água gostosa, pois ela vai ter! dizendo isto abriu os botões da braguilha das calças, com a mão esquerda segurava a jarra e com a direita, num pequeno esforço, tirou seu enorme pênis para fora e colocou-o dentro da jarra com a água da madame, mexeu-o em movimentos circulares dando-lhe três ou quatro voltas no que fazia pequeno redemoinho.

Todos, atônitos, sem acreditar no que os olhos viam, observavam estáticos.

- Quer água boa sua cadela! dizia enquanto balançava seu enorme instrumento dentro da água da madame.

Guardou o enorme apêndice, fechou os botões e levou á água para o refeitório. chegou até a mesa.

- Sua água senhora. disse servindo a madame com uma farta quantidade, quase enchendo o copo.

A madame sorveu de um grande gole, logo outro, fez um sussurro de prazer e disse:

- Hummm, Que delícia meu filho!!!! Agora sim, água maravilhosa, deliciosa, docinha. Logo Pediu que colocasse mais.

Nos outros dias a madame sempre exigia do paciente e eficiente casineiro que lhe servisse daquela água deliciosa.

Nunes durante mais seis meses continuou servindo no cassino, completou a sua obrigação do serviço militar e voltou para Dourados de onde viera.

A madame foi embora, em companhia do marido transferido. Nunca se esqueceu de como era gostosa as águas de amambai.

[Trecho do livro As Praias do Panduí] - Zeca Berbes

domingo, 24 de maio de 2009

Foto Histórica



Não me lembro ao certo que dia foi essa foto. Mas, me parece que é a única em que estamos reunidos todos os filhos com nossos pais.

Vai ficar na história.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Cobra Coral no banheiro em Amambai


Uma cobra coral foi capturada dentro do banheiro de uma residência na manhã deste domingo (12), em Amambai, cidade distante 341 quilômetros de Campo Grande. Segundo os militares do Corpo de Bombeiros que participaram da captura, o animal estava enrolado entre o vaso e o rolo de papel higiênico, pronto para dar o bote.

A cobra foi encontrada pela dona da residência, localizada no Jardim Panorama. Ela isolou o local e acionou os bombeiros. Após a captura, o animal foi devolvido à natureza em uma área de mata da região.

Este foi o segundo caso de captura de animais silvestres registrado neste final de semana em Amambai. Na sexta-feira, um homem se deparou com um Jabuti perambulando pelo quintal da sua residência. O animal foi capturado pelo próprio morador e encaminhado à Polícia Militar Ambiental (PMA) de Dourados. (Com informações do site A Gazeta News)

Fonte: TV Morena

domingo, 26 de abril de 2009

Um rio em minha vida


Meu velho amigo de infância João Grilo.
Hoje, graças a você, revi o Panduí.
Revi e revivi meus sonhos de guri.
E, se hoje sou feliz, é porque nas águas do Panduí, lá sonhei meus sonhos de guri.
Neste rio adocei a minha infância e hoje, se ainda sou menino, se insisto em não crescer é porque nas águas do panduí meus primeiros sonhos eu vivi.

Naquelas águas límpidas e nas areias cristalinas eu mergulhei, em cada curva, em cada poço e com cada lambari os meus sonhos eu dividi.

Se o meu rio, mesmo com águas diáfanas e cristalinas não tinha pedras brancas igual ovos de dinossauro tal qual o rio de macombo, era o meu rio de guri.

Rio dos meus sonhos.

Sem medo das suas águas, sem medo dos seus fundos, nas suas areias estavam meus castelos, meus sonhos, minha princesa, meu amor. Rio da minha vida. Só peço a Deus, por mais terra que eu ande, por mais água que eu navegue, por mais amores que eu tenha, não me deixe morrer sem antes nas tuas águas eu nadar.

Não quero morrer sem antes ver o Panduí!

Um rio em minha Vida


Andar pelo leito do rio, sem rumo, descalço, sem direção e deixando-se navegar pelas águas límpidas e fresca que seguiam numa direção que não sabíamos, e pouco importava para onde ia; enroscando-se nos galhos das árvores que o margeavam, sem medo do próximo passo, sem medo da vida, sem se importar com a primeira curva ou com a profundidade da água, no calor de mais de quarenta graus e parando, de vez em quando para sentar na pedra esquentada pelo sol de dezembro; espantando os lambaris e roubando laranjas, melancias e vergamotas dos sítios que margeavam o panduí.

Essa era a minha vida em Amambai no final dos anos 60.
Hoje, quando lembro da minha infância vivida em uma pequena cidade, perdida nos campos serrados do Estado de Mato Grosso, depois divido e chamado do sul; fecho os olhos e recordo a forma como vivíamos eu, meu irmão e meus amigos, de uma maneira e em uma terra que poucos meninos tiveram a sorte de viver o que vivemos. Não havia televisão, computadores, jogos eletrônicos, internet e mesmo assim éramos felizes, vivendo a simplicidade de uma vida em que somente a natureza era a cúmplice de nossas travessuras e marotagens que faziam a nossa alegria de viver.
Eu, o bugre meu irmão, o zé jardim e outros vivemos esta e muitas outras estórias.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Barraco no STF


Ontem, depois de assistir aquela armação de barraco entre os Min. Gilmar Mendes e o Min. Barbosa, revoltado com aquilo, acessei o site do STF e no link: http://www.stf.jus.br/portal/centralCidadao/ botei a boca no trombone e disse:

O Ministro Barbosa está coberto de razão em relação a sua critica contra o Sr. Gilmar Mendes.
O Min. Gilmar Mendes é midiático, fala demais para um magistrado e, conforme disse o Sr. Barbosa, é uma vergonha para o Judiciário brasileiro.

As decisões do Sr. Gilmar mendes em soltar por duas vezes o Banqueiro ladrão Daniel Dantas é, no mínimo, vergonhosa e coloca em dúvida todo o judiciário do país.

Eu, particularmente, tenho minhas dúvidas com relação às escutas telefônicas denunciadas pelo Ministro, em seu gabinete, até porque os agentes da PF nada encontraram.

Penso que algum dia, se um jornalista do tipo "Carl Bernstein" investigar profundamente as ações do Sr. Gilmar Mendes quando Procurador Geral da União e até mesmo agora como integrante do STF, alguma coisa deve aparecer.

É difícil acreditar que tanta proteção ao banqueiro ladrão seja puramente jurídico.

Pobre dos brasileiros que dependem, em último grau, de uma corte que fica armando barraco e batendo boca, ao vivo, para o brasil inteiro assistir na TV.

sábado, 18 de abril de 2009

A duda nos deu um Susto


Esta semana a Maria Eduarda nos deu um baita susto.

No sábado, no feriado de páscoa na praia, exagerei em dá-la um belo osso de carneiro que quase levou-a desta para melhor!!

Passou mal a tarde de sábado e domingo o dia inteiro e quando a levamos no pronto socorro na noite do domingo, já estava bem mal.

Na segunda pela manhã levei-a ao Hospital Veterinário da UFPR, para ser atendida pela sua médica veterináia, Dra. Fernanda Pena.

A Dra. Fernanda disse que a Duda teve uma pancreatite em razão do excesso de gordura ingerida de uma só vêz.

Na noite de terça feira ela precisou de uma assistência mais direta e tivemos que levá-la à Clinivet, uma excelente clínica veterinária no Haú e na qual você pode confiar o seu bichinho.

O pessoal da Clinivet é altamente profissional e as instalações são de primeiro-mundo.

A Dudinha ficou três dias "hospedada" na Clinivet e hoje (18/04) voltou para casa.

Confesso que fiquei muito assustado e chorei só de pensar em perdê-la.

Depois disto vou rever meus conceitos na sua alimentação

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Paulo Medina quer mordomias - pode?


O ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina, acusado de corrupção passiva, entrou com ação nesta sexta-feira (3) no Supremo Tribunal Federal (STF) em que pede o direito de voltar a ter carro oficial, requisitar servidores e receber cota anual de passagens aéreas.

A perda dos benefícios de Medina foi decretada no ano passado pelo Conselho de Administração do STJ, após o Supremo determinar seu afastamento. Apesar de estar afastado do cargo, ele continua recebendo salário de R$ 23.275.

Medina é investigado pelos crimes de corrupção passiva (recebimento de propina) e prevaricação (uso de cargo público para a obtenção de vantagens). Em novembro passado, o STF abriu ação penal contra ele por suspeita de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis. Se condenado, pode pegar até 13 anos de prisão. Ele nega envolvimento com as irregularidades.

O que é que eu posso dizer de um cara desse? É um cara de pau.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Brasil empresta dinheiro para o FMI?


Este metalúrgico semi-analfabeto é um cara audacioso. Primeiro paga toda a nossa dívida externa, contraída pelos militares nas décadas de 70/80 e engordada pelo governo do FHC e agora, como se isto não bastasse, vai emprestar dinheiro para o FMI!!!
Não é primeiro de abril. O Brasil vai emprestar dinheiro para compor o FMI.
Vocês se lembram do tempo em que FHC vivia emprestando dinheiro do fundo e a cada empréstimo os caras mandavam para cá os homens da mala prêta para dizer como deveríamos nos comportar, como deveria ser nossa administração pública, etc, etc... Era uma vergonha, nossa soberania ia para o lixo e dá-lhe pegar dinheiro emprestado do FMI.
Agora a história (com "h" mesmo) é outra, o Lula é que está dizendo como o FMI deve se comportar se quiser dinheiro do Brasil.
Quem está vivo está vendo. Quem nascer daqui a 30 ou 50 anos vai aprender nos livros de história.
"Lula é o cara, adoro este cara" Barack Obama no enconto do G-20 03.04.2009

sábado, 28 de março de 2009

Márcio T Bastos defende a Camargo Corrêa

Tô falando, a vida de advogado não é fácil. O Ex-ministro e advogado criminalista Márcio Thomas Bastos assumiu a defesa da Construtora Camargo Corrêa. O ex-ministro, em entrevista à Rede Globo, disse que seus clientes são inocentes e que vai prevalecer a justiça, que não vê indício de crime contra seus clientes. Bastos também garante que não houve interferência do Planalto - diga-se Lula/PT - para que assumisse o caso. É evidente que sabemos que o governo não está preocupado com o caso e, tampouco, os partidos políticos acusados de receber dinheiro "por fora" da CC.

Tenho plena confiança na capacidade do Ex-ministro - grande criminalista - e na justiça brasileira que vão comprovar que inexistem irregularidades no caso, que trata-se de mais um desvaneio do juiz Fausto De Santi e da PF contra esta grande empresa.

Também tenho certeza de que o diretor e os funcionários presos serão libertados em breve. Acredito na Justiça do Brasil, acredito nos Ministros do STJ e do STF que sabem fazer justça neste país.

Atenção os advogados daqueles presos, um que roubou um boné em uma loja e outra, uma mulher que furtou um pote de margarina em um supermercado, entrem com um pedido de HC no STJ ou STF que seus clientes serão soltos imediatamente.


Justiça - Bandido tem que ser condenado


Desafio alguém a dizer que não existe justiça neste país.

clique na imagem

sexta-feira, 27 de março de 2009

A Justiça do Meu País - Agilidade impressionante

Fico emocionado com a agilidade da justiça deste meu Brasil, é impressionante a sua capacidade para tirar da prisão os injustiçados, os fracos e oprimidos. Os juízes de primeira instância não sabem nada, não sabem o que fazem e ficam prendendo gente inocente. A sorte do brasieiro injustiçado é que nós temos a segunda instância - TRF da Justiça federal - e, ainda, se for preciso, podemos contar com a mesma agilidade do STF e STJ em Brasília que não permite nehum tipo de injustiça.
Ontem eu disse aqui, que a dona da Daslu seria solta até quarta-feira, errei. Nossa justiça foi mais hábil do que minhas ponderações e não permitiu que esta pobre senhora, doente segundo sua advogada, passasse o final da semana trancafiada.
A Justiça Federal concedeu habeas-corpus à empresária Eliana Tranchesi, dona da Daslu, na tarde desta sexta-feira. Segundo o órgão, por meio de sua assessoria, o desembargador Luiz Stefanini, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, autorizou a soltura.
Dizem que ela roubou a modesta quantia de U$1o milhões em sonegação de impostos. Não acredito nisto. Acho que a PF e a Procuradoria da República estão cometendo mais um dos enganos, igual aquele outro que está acusando os donos da Camargo Correia. é um absurdo o que esta Polícia Federal está fazendo contra as pessoas de bem.
É bom saber que todos nós brasileiros podemos contar com a segunda e terceira instância da nossa justiça que nos protege contra as loucuras cometidas pela PF e pelos juízes de primeira instância que querem prender todo mundo por qualquer coisa.

Ainda bem que existe Justiça neste país.

Perseguição de van escolar pela "otoridade"


Ontem em Londrina um agente de trânsito municipal perseguiu uma van escolar, que trafegava com crianças, pelas ruas da cidade em razão de uma irregularidade notada pela "otoridade" de trânsito daquela cidade.
O motorista da van, de forma irresponsável e criminosa, tentou fugir do agente de trânsito colcoando as crianças em perigo.
Mais tarde os pais das crianças reclamaram das "otoridades" de trânsito dizendo que o agente - otoridade - de trânsito poderia esperar a van parar e assim abordar o motorista infrator, ao invés de sair em perseguição.
O diretor de trânsito da CMTU, major Sergio Dalbem, questiona o posicionamento dos pais. Segundo o major, os pais deveriam, ao invés de condenar a Companhia, entrar com uma ação criminal contra o motorista da van.
Ora, ora Sr. Major. Criminalmente devem ser interpelados o motorista, o agente (otoridade) de trânsito e V. Exa. por condenar os pais que criticaram a ação imbecil do seu subordinado.
É claro que a segurança das crianças deveria ser privilegiada; o agente - otoridade - de trânsito deveria ter tido o bom senso de aguardar o momento certo, depois das crianças em segurança, para abordar e autuar o veículo infrator.
Se eu fosse o pai de uma das crianças acusaria o imbecil do seu agente e também V. Exa. com base n o Estatuto da Criança e do Adolescente por colocar em risco a segurança e a vida das crianças.

Dona da Dazlu vai ficar presa?


Nessa quinta-feira, a 2ª Vara da Justiça Federal condenou Eliana e seu irmão, Antônio Carlos Piva de Albuquerque, a 94,5 anos de prisão cada. Os dois responderão pelos crimes de formação de quadrilha, contrabando e falsificação de documentos. Além deles, o empresário Celso de Lima, ex-diretor financeiro da Daslu, foi condenado a 52 anos de prisão. Os acusados não poderão recorrer em liberdade da sentença.
Até quarta-feira - 01/04 - ela será solta. Alguém duvida?

quinta-feira, 26 de março de 2009

PF prende diretores de construtora por crimes financeiros


Não é fácil a vida de advogado de bandido. O sujeito tem que ir diante das cameras de TV e dizer, na maior cara de pau: "..os diretores da empresa estão estupefatos com o acontecido e declaram que não têm conhecimento da remessa de dinheiro para o exterior e que vão coolaborar para que a justiça vai esclarecer tudo..."
Quem é o cândido que vai acreditar que os diretores da Camargo Corrêia não sabiam da remessa de milhões de dólares para o exterior?