
Este é o meu tio Ciro Berbes. Antes quero dizer que trata-se de uma figura, ou melhor, um figuraço. Do alto de seus oitenta e três anos o homem irradia simpatia, charme, encanto e inteligência. A sua figura carismática me lembra o seu pai, meu avô Belarmino. O Tio Ciro Berbes esteve alguns dias aqui em Curitiba visitando a minha mãe. Conversamos muito e eu preferia ficar ouvindo as suas estórias. Dentre as muitas estórias contadas, a minha preferida foi a do meu bisavô, um tal de Zeca Berbes.
Foi lá por volta do início o século XX, mais ou menos em 1906 que um argentinho, de nome José Berbes, apareceu por aquelas bandas do Capão Bonito, mais ou menos sete léguas de Ponta Porã. Comprou uma fazenda e por alí se estabeleceu com a mulher e os filhos trazidos de Corrientes. Certa feita, para salvar um dos seus genros que se meteu numa peleia, foi obrigado a matar um caboclo da região. Depois disto os amigos do finado prometeram matar o Zeca Berbes que, para não ser morto, pegou a mulher, alguns dos filhos e um carro de boi voltou para a Argentina. Foi-se o Zeca Berbes e ficou o Bellarmino Berbes, então meu avô e pai do Ciro Berbes. Nunca mais soube-se notícia do Zeca Berbes mas, ficaram algumas estórias que o tempo não apagou.
Um comentário:
boa historia ,gosta de historias de pessoas que ja viveram muito,mas gostariade saber a horigen dos berbes,me chamou a atençao quando fui a Epanha na cidade de Vigo e fiz uma foto de um supermercado BERBES, obrigado
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